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A fase de formar leitores PDF Imprimir E-mail
Em 1981, o jornalista e escritor Josué Guimarães, que visitava familiares na cidade, e a Prof. Tania Rösing, professora da Universidade de Passo Fundo, decidiram organizar um evento que, além da participação de escritores sul-rio-grandenses, empregaria uma metodologia diferenciada, a Pré-jornada, com a leitura antecipada de suas obras. Investia-se, também, desde o início da ideia, em uma concepção ampla e interdisciplinar de leitura, que celebrasse o livro sem desconsiderar as demais manifestações artísticas e que envolvesse a multiplicidade de códigos, de gêneros e de linguagens. Em agosto de 1981 foi organizada a Jornada Sul-Rio-Grandense de Literatura. Estiveram presentes, com o objetivo de proferir conferências, os escritores Armindo Trevisan, Cyro Martins, Antonio Carlos Resende, Carlos Nejar, Moacyr Scliar, Sérgio Caparelli, Deonísio da Silva e o poeta Mário Quintana, homenageado durante o evento. Um público de, aproximadamente, 800 pessoas prestigiou o acontecimento, abrindo caminhos para a realização de outros eventos similares em âmbito nacional. 
Josué na Jornada Sul-Rio-Grandense de Literatura de Passo Fundo, ao lado de Nydia Guimarães, Tania Rösing, Mario Quintana e Dionísio da Silva.
Em agosto de 1983, foi realizada a 1ª Jornada Nacional de Literatura Brasileira e 2ª Jornada de Literatura Sul-Rio-Grandense. Compareceram os seguintes escritores: Antonio Callado, Fernando Sabino, Orígenes Lessa, Otto Lara Rezende, José Onofre, Luís Fernando Veríssimo, Luís Antonio de Assis Brasil, Lya Luft e Millôr Fernandes. Com o crescimento do evento, foi necessário criar a figura do coordenador da Jornada, o que recaiu sobre Josué Guimarães, o escritor que estimulara e apoiara essa iniciativa desde o primeiro momento. O encontro contou com um público de 1.800 participantes. Aproveitando-se o evento, foi homenageado o escritor Orígenes Lessa, por seus 80 anos.
Josué na 2ª Jornada Nacional de Literatura Sul-Rio-Grandense, com Millor, na canto esquerdo da imagem
Em agosto de 1985, na 2ª Jornada Nacional de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, um público de 2.000 pessoas prestigiou a presença de escritores como Ziraldo, Celso Pedro Luft, Caio Fernando Abreu, Nélida Piñon, Ivo Bender, Tabajara Ruas, Roberto Bittencourt Martins, Ruth Rocha, Affonso Romano de Sant’Anna, Marina Colasanti, Ignácio de Loyola Brandão, Joel dos Santos, Ana Maria Bohrer. Ainda com a presença de Josué Guimarães estava consolidada uma movimentação cultural que motivaria que Passo Fundo fosse, em 2006, promovida a Capital nacional da Literatura.
Josué, sendo criança
A ideia de uma participação direta do escritor na formação de leitores parece ter motivado a Josué Guimarães no sentido de destinar essa fase da vida, mais madura, à produção de literatura para crianças, bem sucedido que fora na escrita para jovens em É tarde para Saber, de 1977 e já incorporado à escrita para crianças pelas obras A casa das quatro luas, de 1979, e Era uma vez um reino encantado, de 1982. Segue nos anos 80 a publicação de Xerloque da Silva em "0 rapto da Dorotéia" e de Meu primeiro dragão, em 1982, de  Xerloque da Silva em "Os ladrões da meia-noite", em 1983, História do agricultor que fazia milagres e de O avião que não sabia voar, em 1984.

Josué morre em 23 de março de 1986, ano em que é publicada, aos moldes de É tarde para saber, a novela Amor de perdição. Postumamente é publicada a história infantil A última bruxa, em 1987.

Em 1988 é instituído, em um das ações das Jornadas de Literatura de Passo Fundo, o Concurso Nacional Josué Guimarães, atualmente na décima segunda edição.
 
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